A Quinta
O gesto que salva o branco: servir menos gelado para não apagar o trabalho de uma vindima que corre contra o relógio no Douro Superior
No Douro Superior o verão é quente e a uva não espera por ninguém.
Existe um trabalho enorme por trás de um branco fresco do Douro Superior — e um gesto apaga tudo.
A gente aprende que branco é quanto mais gelado melhor — mas no frio demais o aroma fecha e o vinho chega mudo.
O ponto é simples: fresco, não congelado — aí o aroma acorda e a fruta que estava naquela uva aparece toda.
O Palato do Côa — Rabigato, Viosinho e Códega colhidos à mão em Muxagata — só aparece de verdade quando você serve fresco.
Aí sim: o cítrico aparece, o frescor de Muxagata chega inteiro — guarda essa ideia para quando você abrir o próximo branco.
Fontes
- https://winefolly.com/tips/white-red-wine-temperature/
- https://www.riedel.com/en/blog/education/the-perfect-temperature-for-your-wine
- https://www.wineenthusiast.com/basics/cool-vs-warm-climate-wine/
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC12917507/
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A Quinta do Palato: seis amigos, uma vinha
A história real da Palato do Côa começa em 2007, com os primeiros vinhos, e ganha forma em 2008, quando Carloto Magalhães e cinco amigos adquiriram a Quinta do Palato, em Muxagata.
Os primeiros cinco minutos do tinto no copo: por que esperar transforma o aroma
Você abre o vinho, enche o copo e leva ao nariz. No primeiro instante, sente o álcool, um cheiro meio fechado.
Do Douro Superior para a sua mesa.
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