Quinta do Palato
Douro Superior · Vila Nova de Foz Côa

Bons amigos, bons vinhos, bons momentos.

Vinhos de palato genuíno, produzidos exclusivamente com uvas da Quinta do Palato, em Muxagata, no Douro Superior.

A essência

Começou por acaso. Continuou porque fazia sentido.

O Palato do Côa não nasceu em uma sala de reuniões: nasceu em uma conversa, com vinho na mesa. Em 2007, Carloto Magalhães aceitou o desafio de colher as uvas da propriedade e fazer o primeiro vinho. O resultado reuniu ao seu redor um grupo de amigos ligado pelo Douro, pelos vinhedos de altitude e pela vontade de construir um projeto próprio.

Os primeiros anos foram sem adega e sem eletricidade. O vinho foi produzido e armazenado na Quinta da Canameira, a adega vizinha — casa emprestada por relação, não por paredes. Em Muxagata havia um barraco, e nem era um barraco qualquer: era o do frango grelhado. Mesa montada, cadeiras desencontradas, e era ali que se discutia o futuro. A adega própria só chegou em 2012, e foi benzida.

E há uma casta que não aparece em rótulo nenhum. São as Palatinhas — Lilian, Luísa, Migalha, Susana, Teresinha e Xana. Não vão às reuniões, participam nos jantares sem cerimônia e sabem exatamente quando uma garrafa deve, ou não deve, ser aberta. Mandam em silêncio.

Hoje são seis sócios, dois enólogos e uma produção limitada pelo próprio vinhedo — normalmente entre cem e cento e trinta mil garrafas por ano. O projeto mantém essa escala por escolha.

Conhecer a Quinta
“O senhor faz a vindima. Eu faço o vinho. Se sair bom… logo se vê.”
Carloto Magalhães, 2007
Tronco de cepa velha, com um único rebento novo
Uma mão a segurar um cacho inteiro de uva branca sobre as caixas
Albano Magalhães
Albano MagalhãesVê marcas onde outros veem rótulos
Bernardo Lobo Xavier
Bernardo Lobo XavierPondera as decisões e prova tudo
Carloto Magalhães
Carloto MagalhãesCria o vinho e segura o leme
João Anacoreta
João AnacoretaProva, critica e pede mais um copo
João Nuno Magalhães
João Nuno MagalhãesPuxa o crescimento e junta gente
Manuel Castro Lemos
Manuel Castro LemosFaz as contas bater certo

No fim, o vinho também sabe a quem o fez.

Dois trabalhadores a virar uma caixa de uva tinta para a moega
Muxagata · Douro Superior

Xisto, altitude e tempo.

O vinhedo cresce sobre xisto com veios de calcário — solo com pH acima de 7,0, uma raridade em um Douro quase todo ácido. Esse calcário, somado à altitude e à amplitude térmica das noites do Douro Superior, ajuda a preservar o frescor e a acidez nos períodos mais quentes do verão.

Dos 20,9 hectares plantados, quatro são vinha velha: mais de sessenta anos e um alinhamento improvável de 46 castas diferentes, nem todas com nome. É dessa mistura de castas na vinha que saem o Grande Reserva e a Vinha da Migalha. Nessas vinhas, a raiz desce metros pelo xisto atrás de cada gota — no Douro Superior, água fácil não existe.

Explorar o Douro Superior
Xisto fraturado com veios claros de calcário, e uma raiz de videira a descer pela fenda
Barricas de carvalho em armazém na Quinta do Palato, com os lotes marcados a giz
Da vinha à garrafa

O vinho começa muito antes da adega.

A vindima é à mão, na vinha, por uma equipe de sete que escolhe uva por uva. Os tintos fermentam entre 22 e 30 °C, para extrair cor e taninos da película; os brancos entre 12 e 18 °C, para não perder o aroma nem a acidez.

Ver como fazemos
Cuidar da terra

Água para o futuro.

As uvas também têm sede: a falta de água afeta o desenvolvimento do vinhedo e a maturação das uvas. Em 2025, com o crescimento do vinhedo e o aumento do calor, a Quinta construiu um reservatório para aliviar as vinhas nos períodos mais difíceis e oferecer água aos animais. Não é uma irrigação de rotina: a água é armazenada e usada apenas quando o verão aperta.

Carloto resume assim: «Se a água falta, temos de a guardar.» É o maior reservatório de Muxagata. Durante o repouso vegetativo, as ovelhas controlam a vegetação entre as videiras — quatro hectares de pastagem, e o mesmo rebanho ajuda depois na produção de queijo.

Conhecer a Quinta
Reconhecimento

O que dizem os críticos.

93Revista de Vinhos

Grande Reserva

89Revista de Vinhos

Reserva Tinto

16/20Grandes Escolhas

Palato do Côa Branco

Fruta madura sem sobrematuração a lembrar nêspera e marmelo, ervas aromáticas, alguns tostados e nuances vegetais. Na prova mostra corpo médio, alguma sensação térmica e ligeiras notas amargas no final bem longo.

Valéria Zeferino · Grandes Escolhas, 2021
Palato do Côa no Brasil

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Uma taça de branco inclinada contra a janela, com a vinha do outro lado
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