Quinta do Palato entre as vinhas de Muxagata
Muxagata · Vila Nova de Foz Côa

Quinta do Palato.

22,7 hectares de vinha, seis sócios, e uma adega que só chegou em 2012.

2007 — 2008

Tudo começou com um vinho.

Em 2007, Carloto Magalhães fez um vinho com uvas da Quinta. Gostou do resultado e convidou cinco amigos para provar. Em 2008, os seis compraram a propriedade.

Na época não havia adega nem eletricidade: o vinho foi feito e guardado na Quinta da Canameira, a vizinha. As decisões eram tomadas em um barraco em Muxagata — o começo improvisado de uma casa que ainda hoje prefere crescer ao ritmo da vinha.

A amizade ficou no centro. Não como frase de campanha, mas como forma de decidir, provar e dividir o trabalho.

38 haÁrea total da propriedade
22,7 haÁrea de vinha
20,9 haVinha plantada
4 haVinhas com mais de 60 anos
A Quinta, por dentro
Cepa velha em primeiro plano, com a vinha subindo a encosta
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A vinha cresceu devagar, parcela a parcela.

Em 2008 havia 9,2 hectares. As outras vinhas vieram depois, em altitudes e exposições diferentes: Vinha do Anacoreta, Vinha do Piloto e Canada da Moura.

As brancas vivem junto à ribeira, onde o ar é mais fresco: são as últimas a receber o sol da manhã e as primeiras a ficar à sombra à tarde. É esse atraso que ajuda a guardar a acidez.

O lettering Palato do Côa gravado na taça
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Dar um nome ao vinho.

O nome Palato surgiu como solução provisória e acabou ficando. O primeiro rótulo foi criado por Mariana Castro Lemos e nasceu com dois “P” fortes, origem da primeira identidade visual da marca.

Nos rótulos Vinhas do Côa estão as gravuras do vale: cavalos, auroques e cabras que mãos paleolíticas deixaram na rocha de xisto.

A adega da Quinta do Palato ao anoitecer
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Uma adega pensada para acompanhar cada vinho.

Construída em 2012, a adega trouxe o vinho para o centro da Quinta. Cubas com controle de temperatura e uma sala de barricas com temperatura e umidade controladas permitem trabalhar com precisão sem perder a intervenção humana.

O carvalho francês dá notas mais elegantes; o americano dá baunilha e caramelo. A sala de barricas se mantém entre 75 e 80% de umidade.

Ovelhas entre as videiras durante o repouso vegetativo
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Cuidar da terra é preparar a próxima colheita.

A cobertura vegetal protege o solo entre as fileiras. E a vinha não é limpa por herbicida: durante o repouso vegetativo, as ovelhas comem o que cresceu entre as videiras.

O reservatório, construído em 2025, é o maior de Muxagata. Serve as vinhas nos períodos mais exigentes e dá água aos animais.

Todas as uvas vêm da Quinta. É isso que mantém a produção normalmente entre cem e cento e trinta mil garrafas por ano — o que a vinha dá, e não mais.

Quem faz o vinho

Dois enólogos. Uma só Quinta.

Carloto Magalhães diante das vinhas da Quinta do Palato
Enólogo

Carloto Magalhães

Carlos Magalhães, mais conhecido no setor como Carloto, é formado em Engenharia Agrícola pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em 1992. Nesse mesmo ano começou a trabalhar como consultor de viticultura e enologia, e desde então acompanhou produtores em seis regiões portuguesas, de Trás-os-Montes ao Alentejo. Foi professor de Viticultura e Enologia. Fez o primeiro vinho da Quinta em 2007, e foi dele a proposta que deu origem ao projeto. Acompanha a vinha, define a orientação enológica e responde pela identidade de cada gama.

Paulo Schreck entre as barricas da adega Palato do Côa
Enólogo

Paulo Schreck

Foi aluno de Carloto Magalhães em 1995, na Escola Agrícola de Santo Tirso. Em 2001 foi para a França, para Sauternes, onde se formou em enologia e fez quatro vindimas. De volta a Portugal, integrou o time de enologia da Quinta do Carmo, no Alentejo, e depois trabalhou em empresas de vinhos no Porto. Desde 2017 dedica-se exclusivamente ao Palato do Côa: coordena a viticultura e a enologia com Carloto Magalhães e acompanha a área comercial, nos mercados nacional e internacional.

As pessoas

E há uma casta que não aparece em rótulo nenhum.

São as Palatinhas — Lilian, Luísa, Migalha, Susana, Teresinha e Xana. Não vão às reuniões, participam dos jantares sem cerimônia e sabem exatamente quando uma garrafa deve, ou não deve, ser aberta. Mandam em silêncio.

As seis Palatinhas — Lilian, Luísa, Migalha, Susana, Teresinha e Xana — juntas diante da vinha
Pisa a pé, com as pernas marcadas pelo mosto
Uma mão marcada pelo mosto, erguida depois da pisa
Camisa e braços marcados pelo trabalho da vindima
Um ano na Quinta
Almoço com vista para as vinhas da Quinta
Hospitalidade

Aqui nunca foi só sobre garrafas.

A mesa veio antes da adega: começou em um barraco em Muxagata, com cadeiras desencontradas. Hoje a sala de provas tem uma parede a menos — foi aberta para a vinha entrar — e continua havendo quem decida, sem cerimônia, quando uma garrafa deve ou não ser aberta.

Sem adjetivos

Dez fatos.

Dez números que podem ser verificados na vinha, na adega ou na ficha técnica.

Ler os dez fatos
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