Dez fatos.
Sem adjetivos. Cada um destes números pode ser verificado na vinha, na adega ou na ficha técnica.
- 01
Começou com uma frase, em 2007: “O senhor faz a vindima. Eu faço o vinho. Se sair bom… logo se vê.”
- 02
Os primeiros anos foram sem adega. O vinho foi feito na Quinta da Canameira, a vizinha — casa emprestada por relação, não por paredes.
- 03
A adega própria só chegou em 2012, e foi benzida. Antes disso, o que havia era um barraco.
- 04
A vinha ocupa 22,7 dos 38 hectares da propriedade. O resto é olival, amendoeiras, pastagens e o reservatório.
- 05
Quatro hectares são vinha velha: mais de sessenta anos, e quarenta e seis castas na mesma parcela — nem todas com nome.
- 06
O solo tem veios de calcário, com pH acima de 7,0. É uma raridade em um Douro quase todo ácido e, com a altitude e a amplitude térmica, contribui para preservar o frescor dos vinhos.
- 07
Durante o repouso vegetativo, as ovelhas controlam a vegetação entre as videiras — quatro hectares de pastagem.
- 08
As uvas são todas da Quinta, nunca compradas. É isso que mantém a produção normalmente entre cem e cento e trinta mil garrafas por ano.
- 09
O reservatório é de 2025 e é o maior de Muxagata. Não foi luxo: foi resposta a verões que secam mais cedo do que secavam.
- 10
Cada rótulo tem a sua tiragem: do Vinha da Migalha Tinto, com trezentas e oitenta garrafas, ao Palato do Côa Branco, com vinte mil.