O Vale do Côa que dá nome ao vinho
O nome do vinho vem de um rio. E esse rio corre por um dos vales mais antigos habitados da Europa — um lugar de xisto, altitude e memória humana milenar.
O rio Côa é um afluente do Douro que corre por Vila Nova de Foz Côa e Muxagata, no coração do Douro Superior. É deste rio, e do vale que ele desenha, que a Palato do Côa tira o nome.
Uma galeria a céu aberto
Nas margens do Côa está uma das maiores galerias de arte rupestre paleolítica ao ar livre da Europa: milhares de gravuras abertas na rocha há dezenas de milhares de anos, classificadas como Patrimônio Mundial da UNESCO. É um vale de tempo profundo, onde o ser humano deixa marcas há milênios.
O mesmo xisto
O xisto é o solo predominante do vale — o mesmo substrato das vinhas velhas do Palato e das próprias rochas onde estão gravadas as figuras do Côa. Solo pobre e drenante, que obriga a videira a aprofundar raiz e dá concentração e mineralidade ao vinho.
É a altitude e o frescor deste vale que dão a tensão e a acidez aos brancos da casa, de Rabigato e Viosinho — e o vinho leva, no próprio nome, o rio que desenha o lugar. Nestes xistos quentes do Douro Superior há ainda uma casta tinta que encontra aqui a sua melhor voz.
- O rio Côa, a arte rupestre de Foz Côa (Patrimônio Mundial da UNESCO) e os solos de xisto do Vale do Côa.
Do Douro Superior para a sua mesa.
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