O Cachão da Valeira: o desfiladeiro que abriu o Douro Superior
Antes de haver vinho a leste, era preciso lá chegar. E, durante séculos, um obstáculo no próprio rio o impediu: o Cachão da Valeira.
Até o fim do século XVIII, o Cachão da Valeira bloqueava o rio Douro como uma cachoeira, impedindo a subida das embarcações para leste. Sem passagem, não havia comércio para o interior — e, portanto, não havia como escoar vinho produzido mais a leste.
Abrir o rio a dinamite
Foi preciso dinamitar o paredão de rochas para abrir passagem. Só então o rio ficou navegável para leste — e, na prática, foi esse gesto que tornou possível a existência de comércio, e mais tarde de viticultura, no Douro Superior.
Os barcos rabelos
Antes das estradas e do ferrovia, o vinho descia o Douro em barcos rabelos — de fundo chato, sem quilha, manobrados por um grande remo-leme. Tinham dificuldades nos rápidos, e o Cachão da Valeira foi, durante muito tempo, o trecho mais temido do rio.
Aberta a porta, o Douro Superior pôde finalmente entrar no mapa do vinho. E é essa ideia — a de porta de entrada — que a Palato do Côa retoma no seu vinho de entrada, o Vinhas do Côa: a porta para o Douro Superior dentro do copo.
- A abertura do Cachão da Valeira e os barcos rabelos — história da navegação e do comércio do vinho no Douro.
Do Douro Superior para a sua mesa.
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