A vindima nas encostas ingremes do Douro Superior: do nevoeiro de setembro a ultima cesta
Em setembro, o Douro Superior ainda guarda névoa nas primeiras horas da manhã.
Setembro em Muxagata: a névoa ainda cobre as vinhas e a previsão já mostra chuva em cinco dias.
As encostas chegam a 70% de inclinação — nenhuma máquina sobe isso, então o único caminho é a pé.
E é aí que chega a decisão mais difícil: colher agora, com o que tem, ou esperar e ver a chuva chegar primeiro.
Cada caixa leva 18 quilos, descansam 24 horas no frio — a fruta chega à adega exatamente como saiu da encosta.
Do nevoeiro de Muxagata à mesa — com uma fraldinha na brasa, tudo o que a encosta exigiu está dentro da garrafa.
A história centra-se exatamente no método que define este vinho: vindima manual em caixas de 18 kg, encostas intransponíveis a máquina, e a decisão de colher no momento exacto para preservar a fruta — os mesmos 18 kg que a KB descreve para este Colheita, refrigerados 24h antes de entrar na adega. A tensão narrativa entre acidez/açúcar e o risco da chuva é a prova concreta do que está na taça: fruta colhida à mão, intacta, do calcário de Muxagata.
- https://folclore.pt/os-carregadores-dos-cestos-vindimos-no-alto-douro/
- https://www.symington.com/post/2022-douro-harvest-report-the-fruits-of-struggle
- https://rotadodouro.pt/vindimas-no-douro-assim-se-faz-o-vinho-do-porto/
- https://blog.winetourexperience.pt/2023/09/18/vindimas-no-vale-do-douro-uma-tradicao-anual-de-encanto/
- https://che-weinbau.com/en/harvesting-in-douro-valley/
Do Douro Superior para a sua mesa.
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