História
A vindima nas encostas íngremes do Douro Superior: do nevoeiro de setembro à última cesta
Em setembro, o Douro Superior ainda guarda névoa nas primeiras horas da manhã.
Setembro em Muxagata: a névoa ainda cobre as vinhas e a previsão já mostra chuva em cinco dias.
As encostas são íngremes demais para qualquer máquina — o único caminho é a pé.
E é aí que chega a decisão mais difícil: colher agora, com o que tem, ou esperar e ver a chuva chegar primeiro.
Cada caixa leva 18 quilos e descansa 24 horas no frio — a fruta chega à adega exatamente como saiu da encosta.
Do nevoeiro de Muxagata à mesa — com uma fraldinha na brasa, tudo o que a encosta exigiu está dentro da garrafa.
Fontes
- https://folclore.pt/os-carregadores-dos-cestos-vindimos-no-alto-douro/
- https://www.symington.com/post/2022-douro-harvest-report-the-fruits-of-struggle
- https://rotadodouro.pt/vindimas-no-douro-assim-se-faz-o-vinho-do-porto/
- https://blog.winetourexperience.pt/2023/09/18/vindimas-no-vale-do-douro-uma-tradicao-anual-de-encanto/
- https://che-weinbau.com/en/harvesting-in-douro-valley/
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Dona Antónia Ferreira: a viúva que apostou na fronteira do Douro
Viúva aos 33 anos, Dona Antónia Adelaide Ferreira tornou-se a maior empresária do Vinho do Porto do século XIX e, em vez de se limitar ao Douro já consagrado, desbravou o Douro Superior — provando que a zona mais a leste dava grandes vinhos.
O Cachão da Valeira: o desfiladeiro que abriu o Douro Superior
Até o fim do século XVIII, um paredão de rochas no rio barrava a subida para leste. Só depois de dinamitado houve comércio para o Douro Superior — a porta de entrada de toda a região.
O mapa do Douro do Barão de Forrester
Em meados do século XIX, o escocês Joseph James Forrester levantou o primeiro mapa detalhado do Douro. Esse mapa histórico está referenciado no próprio design da garrafa do Palato do Côa.
Do Douro Superior para a sua mesa.
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