Por que o Palato do Côa usa apenas barricas de carvalho francês usadas, nunca novas
Uma barrica nova de carvalho francês custa centenas de euros por unidade.
No mercado do vinho, usar barrica nova é o caminho padrão — em Muxagata, a escolha foi a oposta.
Barrica nova é tostada a fogo por dentro — e é dessa queima que vêm a baunilha, o tostado, o defumado que o mercado lê como qualidade.
Mas depois do terceiro ou quarto uso, uma barrica deixa de ceder aromas e passa a servir a fruta.
Essa fruta intacta do Colheita Tinto é o que vai direto numa fraldinha na brasa — sem baunilha, sem tostado.
Do Colheita ao Migalha, a vinha de Muxagata chegou à taça — a madeira serviu, o lugar falou.
A história usa explicitamente o Colheita Tinto como exemplo central da decisão de barricas de 2.º e 3.º uso — é o vinho nomeado no caption. Com 50% do lote em carvalho francês de uso anterior e as quatro castas de Muxagata (incluindo calcário pH>7,0), é exatamente o vinho onde a premissa 'a madeira serve, o lugar fala' se prova com fatos reais da KB.
- https://www.samsarawine.com/new-oak-barrels-vs-neutral-oak-barrels/
- https://www.winespectator.com/articles/why-do-some-winemakers-use-used-oak-barrels
- https://txwinelover.com/2020/07/what-makes-an-oak-barrel-neutral/
- https://westgarthwines.com/blogs/news/oak-and-barrel-maturation-new-vs-old-barrels
- https://northeastbarrelcompany.com/blogs/news/why-use-neutral-oak-barrels
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