Por que as videiras velhas do Douro Superior dão uvas mais concentradas: a cadeia da seca às raízes fundas
No Douro Superior, o verão dura meses sem chuva.
Duzentos gramas de uva por videira — é o rendimento real de cada planta da Vinha da Migalha, no Douro Superior.
O calor passa quarenta graus e a irrigação é proibida — a raiz aprende a descer pelas fissuras do xisto em busca de água.
Com pouca água disponível, a planta abandona quantidade e concentra tudo em dois ou três cachos pequenos e densos.
Com pouca polpa e muita casca, é dali que vem a cor e o perfume.
No inverno, num borrego assado de horas, sessenta anos de raiz funda no xisto de Muxagata fazem todo o sentido.
A história descreve exatamente o mecanismo por trás dos 200 a 300g de uva por videira da Migalha — vinhas com mais de 60 anos cujas raízes desceram pelas fissuras do xisto de Muxagata sob décadas de seca severa, produzindo bagas pequenas e concentradas. O nome 'Migalha' vem literalmente desse rendimento real, e a história prova, com fatos de fisiologia vegetal, por que essa 'migalha' existe.
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC12917507/
- https://academic.oup.com/jxb/article/71/16/4658/5841214
- https://www.ajevonline.org/content/76/2/0760017
- https://winefun.com.br/vinhas-velhas-entenda-porque-da-percepcao-que-elas-resultam-em-vinhos-melhores/
- https://www.winewithseth.com/winewiki/douro-terroir-schist-soils-field-blends/
- https://pocas.pt/en/douro-superior-terroir-sem-limites/
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